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No Janeiro Branco, a Bistrô reafirma seu compromisso com saúde mental

  • Foto do escritor: Fernanda Aldabe
    Fernanda Aldabe
  • 14 de jan.
  • 3 min de leitura

No Janeiro Branco, a Bistrô celebra quase um ano da implementação do seu Programa de Saúde Mental. A iniciativa começou a ganhar forma ainda antes de a NR-1 entrar no centro do debate, como desdobramento natural do DNA da empresa: uma cultura afetiva, acolhedora e segura para a fala de quem faz parte do time.

Com o programa, a  Bistrô instituiu o acesso a cuidado especializado de forma contínua e estruturada. Cada colaborador pode realizar uma sessão semanal de psicoterapia com psicólogo e uma consulta mensal com psiquiatra. O cuidado se amplia para frentes que atravessam a saúde mental, com apoio de outros profissionais, como nutricionista: porque o bem-estar não se limita ao que é emocional ou psicológico.

Além disso, a empresa incentiva a prática de atividades físicas e de autocuidado por meio de um aplicativo com benefícios e descontos em academias, além de recursos de meditação e outras práticas de bem-estar.

Em 2025, a agência recebeu a certificação de Mental Health do Great People, do grupo Great Place to Work. A certificação se baseia nas respostas do questionário GPTW e identificou um alto grau de satisfação do time com as ações e o compromisso da empresa com saúde mental.

Esse tema é urgente no mundo do trabalho — e os indicadores deixam isso evidente. No Brasil, em 2024, os afastamentos por transtornos mentais e comportamentais ultrapassaram 440 mil e registraram alta de quase 67% em relação a 2023.Entre as principais causas aparecem transtornos de ansiedade e episódios depressivos, seguidos por transtorno depressivo recorrente e transtorno afetivo bipolar.

No recorte de estresse relacionado ao trabalho, a comparação também chama atenção: 46% dos trabalhadores brasileiros relataram ter sentido estresse “no dia anterior”, acima da média da América Latina (40%) e do nível mundial (41%).

E o impacto ultrapassa o indivíduo. A OMS aponta que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos por ano por depressão e ansiedade e que isso custa cerca de US$ 1 trilhão/ano à economia global, principalmente por perda de produtividade. Nesse contexto, burnout entra como um sinal adicional de alerta: a OMS o descreve como fenômeno ocupacional ligado ao estresse crônico no trabalho não gerenciado com sucesso. No Brasil, levantamentos amplamente citados por entidades do tema colocam o país entre os mais afetados, frequentemente em 2º lugar em rankings divulgados por organizações especializadas.

Na Bistrô, a cultura é a base, mas agora esse cuidado também entra em uma nova fase: o acompanhamento por métricas, para orientar decisões e melhorar continuamente o que já existe. Em 2025, a empresa contratou uma plataforma, que permite acompanhar indicadores como termômetro de humor, feedbacks estruturados e rotinas de one-to-one, espaços em que as pessoas podem trazer suas questões com confiança. O ecossistema se completa com um canal de denúncia que garante proteção, acolhimento e segurança para manifestações sensíveis, sem medo de exposição ou coerção.

Essas frentes traduzem o compromisso da empresa com saúde mental no mercado de trabalho — especialmente em um setor como o nosso, orientado por performance, resultados e prazos curtos. Onde a exigência é alta, a cultura precisa ser ainda mais forte. E cuidar de pessoas deixa de ser discurso para virar estrutura.

Fontes

[1] CNN Brasil (Agência Brasil): “Saúde mental: afastamentos dobram em dez anos e chegam a 440 mil” — dados do Ministério da Previdência Social e detalhamento das causas (ansiedade, episódios depressivos etc.). CNN Brasil [2] CNN Brasil: “Trabalhadores brasileiros estão entre os mais estressados da América Latina; veja ranking” — 46% (Brasil) vs 40% (AL) vs 41% (mundo). CNN Brasil [3] OMS: “Mental health at work” — 12 bilhões de dias perdidos/ano e custo de US$ 1 trilhão/ano. Organização Mundial da Saúde [4] OIT/OMS (comunicado conjunto): estimativas de dias perdidos e custo global. International Labour Organization [5] OPAS/OMS: definição de burnout na CID-11 como fenômeno ocupacional e suas dimensões. OPAS [6] Instituto de Psicologia da USP (IP Comunica): citação de ranking de burnout atribuído à ISMA-BR (2º lugar). IP USP

 
 
 

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